relatos de estradas, mentes inquietas e pequenos inventos
Bom o pretexto que posso acreditar tanto nas minhas viagens é o fato de faze-las desde criança, isso porque nasci e fui criado no interior do Paraná, enquanto a família de meus genitores são das capitais São Paulo e Porto Alegre. Então desde criança, nas férias, ou estava mais para o Sul ou então Sudoeste. Indo de carro e passando pela Serra Gaucha e Catarinense ou então passando pela rodovia Castelo Branco.
Como o trajeto do norte do Paraná até Porto Alegre não é curto, também fizazia geralmente pela Varig. Um deles, quando criança ainda, era tão curioso em ver o meu avô curtindo um whisky, que consegui pegar uma garrafinha e virei acreditando ser algo suavemente delicioso, decepção total. Já em uma outra volta, aqui já era adolescente, quando minha avó me deixava no aeroporto, fomos antes tomar um expresso e ela, uma senhora de mais de setenta anos, tomou seu expresso sem nada de açucar. Isso enquanto eu lotava disso e fiquei ressentido dessa diferença e depois disso zerei o açucar no café e só tive o que ganhar com isso, quando se tem um bom pó.
Mas o tempo passou, deixei de ser criança mas não deixei de gostar das viagens. Fui para Parati, Ilhabela, São Carlos, Florianópolis, Bombinhas, Joinville, Ubatuba e vários outros lugares. Não tenho o registro fotográfico porque naquele tempo não se tinha o costume de tirar as fotos como se tiram hoje, eram filmes que colocavamos na máquina fotográfica e depois tinhamos ainda que revelar a foto, as vezes nada do que esperavamos.
Comecei a trabalhar e muitas das formas, inclusive e atual foi por concursos públicos alguns passei e outros não, mas a maioria deles que fazia parecia que o meu propósito maior era mais viajar do que passar. Fiz um dia um em Porto Velho com umas 48 horas de ônibus mas em uma viagem tão curiosa pelos locais que passei que ela pareceu mais curta do que esses dois dias de viagem, tanto é que a volta fiz de avião, mas as mais de cinco horas que fiz de conexão em Brasilia me consumiu mais que a ida de ônibus.
Um momento da minha vida tava tão perdido que acreditava que o problema não estava em mim, mas sim onde eu estava e acreditando mudar de país, também mudaria de vida, doce ilusão. Nessa tinha quase tudo certo para ir para a Nova Zelândia no colheita de maçãs, mas parece que tinha muita gente já indo lá para isso e aumentou o controle de entrada. Com isso mudei de plano e fui para Portugal junto com a minha irmã, mas lá só consegui ser figurante em um show de auditório e também na novela “Ninguém Como Tú”, nada de pornografia viu.
Não consegui um trabalho lá porque o que tinham as vagas mesmo era para o trabalho em obras, mas como tenho uma limitação física, a paralisia cerebral, qualquer tropeço na obra pode ser fatal. O chato que quando você vai com a mentalidade para trabalho, não surge o interesse em viajar, lá no máximo fui para Cascais. Quando vi que a solução era voltar ao Brasil, já tinham passados 4 meses lá, estava ilegal e não tinha mais como pensar em uma trip por lá, o dinheiro estava curto também.
Voltei, arrajei um trabalho mas, no curto prazo ainda não tinha começado a viajar realmente. Isso aconteceu mesmo foi depois de uns cinco anos, em 2010, quando tinha uns 29 anos ...
Já em 2010, quando tinha uns 29 anos, fui de início para a Patagônia e lá fiquei em El Chaten, El Calafate, Pertio Moreno e Tores Del Paine. Fui de inicio para El Calafate e lá entrei num mercado e comprei a tão falada empanada. Antes de abrir a embalagem apareceu um cachorro faminto e já passei uma para ele, acreditando que não seria tão boa assim, que engano, uma delicia, acho que o cachorro não tava faminto, ele sabia que o trem era bom.
Voltei, arrajei um trabalho mas, no curto prazo ainda não tinha começado a viajar realmente. Isso aconteceu mesmo foi depois de uns cinco anos, em 2010, quando tinha uns 29 anos, fui de início para a Patagônia e lá fiquei em El Chaten, El Calafate, Pertio Moreno e Tores Del Paine. Fui de inicio para El Calafate e lá entrei num mercado e comprei a tão falada empanada. Antes de abrir a embalagem apareceu um cachorro faminto e já passei uma para ele, acreditando que não seria tão boa assim, que engano, uma delicia, acho que o cachorro não tava faminto, ele sabia que o trem era bom.
Lá comecei com o pé esquerdo mesmo, sou canhoto viu, lugar incrível, tive a ideia de tentar ir de bike de El Calafate para o Perito Moreno de Bicicleta, são 80km, mas com o vento forte que tinha em uma hora e meia de pedal só tinha percorrido 15km, desisti e na volta com o vento que agora me ajudava em plena subida nem precisava pedalar.
Acabei trocando de hostel e fiquei em um outro de uma rede que na época fazia muito sucesso, bons preços e uma ótima qualidade de serviço e infraestrutura. Uma hora quando estava acordando tinha uma mulher, duns 20 e poucos anos, uma francesa, gata pacas, se trocando na minha frente só de calcinha e sutiã, com uma naturalidade que demorei para me atinar que já tinha acordado e aquilo não era um sonho. Digo que ela era francesa porque tinha muito frances lá naquela ocasião, até em alguns passeios além do espanhol e do inglês, falava-se também em francês, gostei viu!
Depois disso fui para El Chaten, no Chile para ir ao parque onde tem o Fritz Roy, lá fiquei num hostelzinho bem bom, só que a água quente que o pessoal toma banho é realmente quente, na inocência quase me queimei lá. No outro dia fui então ao parque e ele é realmente bonito pacas, muito especial e com lugares onde corriam uma água, decorrente das geleiras, uma delicia, tomava sem receio algum. Comprei ate um salame, mas como o pessoal controla os alimentos na fronteira, quase que deixei mais da metade para um cãozinho lá.
Quando fui em Torres Del Paine, nem tentei ir de bicicleta e muito menos de barraca, pensei em locar uma lá acreditando achar por um bom preço. O que não aconteceu e a noite no camping todos os turistas lá preparadíssimos com aquelas lanternas de testa e eu iluminando o chão com a tela do meu celular, naquela época ele nem lanterna tinha.
Pensei então em ficar andando próximo ao camping para passar o tempo quando uma das pessoas responsáveis pelo parque acabou me emprestando a barraca, com certeza ele pensou que seria melhor emprestar para um cara perdido ao ter um presunto estendido no chão depois. Isso porque com o cair da noite também caiu a temperatura e como caiu, achei que mesmo no fim do verão lá não era tão frio assim, doce ilusão. Na barraca tive que vestir até as roupas já sujas para ver se amenizava o frio, chegou um ponto que apague, acho que tipo hibernar.
No outro dia quando acordei só tinha eu no camping os demais já tinham partido, saí em direção ao título do parque, as Torres del Paine, realmente lindas. Fiz o percurso tranquilamente e ainda consegui chegar em uma boa hora nas Torres, a iluminação do sol estava muito boa. Depois disso, vendo que mais uma noite no parque eu ia me lascar e contar com a sorte seria uma imaturidade desproporcional, comecei o caminho de saída do parque. Quando estava na saída esperando o transporte para voltar para Porto Natales, tinha uma raposinha caçando próximo a mim, muito legal!
Bem nessa época que fui aconteceu um terremoto que lascou tudo pelo Chile e como não ligava constantemente para meus pais, eles ficaram muito preocupados. Até meu pai ligou no consulado para ver se o meu nome estava dentre as vítimas fatais. Quando liguei para eles depois de um tempo, me xingaram pacas. Mas esclareci a minha situação e eles ficaram bem mais tranquilos.
Tinha agora duas alternativas, voltar para El Calafate e iniciar a volta das férias ou então descer para o Ushuai. Pena que a agenda estava muito apertada e também tinha perdido os meus óculos escuros com grau. Dessa forma fiquei na primeira alternativa e não achei o que tinha perdido, mas lá peguei um ônibus até Buenos Aires, uma viagem nada curta. Passei por muitos lugares bonitos na volta, um contexto sempre curioso pela diferença de cultura e clima. Já em Buenos Aires fui pegar um lanche de rua e assim experimentei o tal de choripan com chimichurri, bom demais!
Neste mesmo ano querendo aproveitar a vibe da viagem, aproveitei e fui para o Deserto do Atacama, lá minha entrada na Argentina já foi meio truculenta. Isso porque fui entrando sem me preocupar em comunicar o real motivo de minha entrada, a maioria era para compras, o que não era o meu caso. Fui então para a rodoviária de Puerto Iguazu e lá comprei e peguei um ônibus para Salta. Nesse trajeto o ônibus a policia argentina acabou nos parando para uma fiscalização, tinha muitos gringos, como estava como turista e não para compras, me faltou o documento de entrada, fiscalizaram minha mochila e me liberara, que bom!
Já em Salta fiquei em um hostel muito bom, só não me lembro o nome dele, mas muitos outros gringos também ficaram lá em Salta e de início achei que todos fariam o mesmo trajeto, para o Atacama, mas não. No outro dia só eu fui mesmo para lá e achando que já tava tudo liberado, o ônibus parou na alfandega e os funcionários de lá ouvindo o Cidinho E Doca - Rap Das Armas da tropa de elite e na hora já achei que iam liberar fácil minha entrada, que nada!
O cara da alfandega me questiona do meu nome lá e faz uma proposta ou eu volto ou se meu nome não tivesse no sistema teria que dormir na divisa mesmo e no outro dia pegar um outro de ônibus de volta. Como já estava no espirito de aventura, fiquei com a última proposta e meu nome estava lá, liberaram a minha entrada. Já no deserto gostei pacas, por mais quente que seja, a umidade lá é tão baixa que você não sente o calor de uma forma tão direta.
Fui no Atacama nos Olhos de Salar, são lagos com uma concentração de sal tão alta que força o seu corpo ficar deitado, meu cabelo ficou até ionizado, nem sonhei em abrir os olhos quando mergulhei. Depois também fui ver um por do sol em um local afastado da cidade próximo de uns três vulcões, não sei se estavam ativos. Mas bacana a cor que o horizonte fica pela cor da areia, fizemos um café nisso e tomei um pisco também, foi muito bom.
Só que lá ainda pretendia fazer mais algumas coisas, como ir no Vale da Lua ou então fazer um Sandboard, mas perdi o meu RG, e dessa forma melou a minha volta por terra mesmo. Fiquei mais um dia no Atacama para ver na Polícia de lá se achava no outro dia, mas não achei nada. Assim peguei um ônibus indo agora para Santiago e lá no consulado para pegar uma autorização direta de entrada no Brasil. Mas aproveitei lá para comer uns morangos e ver o por do sol em um lugar que não me lembro mais o nome.
Devo ter ficado só uns 3 ou quatro dias em Santiago e lá ainda estava com o meu cabelo ionizado, parecia uma peruca infernal, tava de barba também, acho que eu não tava nada meigo ou dócil, devia parecer mais um rebelde. Encomendei uma passagem de um voo que passava por Buenos Aires, não desci do avião, depois foi Guarulhos/SP. Depois para ir para Londrina, fui de ônibus mesmo, não tive coragem nem dinheiro para pegar um avião de lá e a distância não é grande.
Não mais solteiro, fiz umas duas viagens para Bonito e Florianópolis talvez em 2016: Depois veio então 2011 quando não fiz viagem alguma, mas comecei a me relacionar com uma garota e de viagem o que fiz foi algumas para a cidade natal dela no interior paulista e Curitiba. Também aproveitamos e fomos uma vez para Florianópolis em Santa Cataria. Lá ficamos em um hotel bom pacas, comemos camarão lá no Boka’s, eu que não gostava muito de camarão, passei a gostar pacas, uma delícia. Ficamos na ilha lá na região de Campeche e o legal da pista de skate RTMF, os caras tem até cerveja para levantar investimentos na pista.
Em 2016 tive a vontade de ir para Bonito no MS, acabei indo sozinho mesmo, achei que não tinha muita vibe dela querer ir comigo pra lá. Nem me preocupei muito em ir sozinho, foi muito bom, fiz altos passeios, comi o peixe trairá e experimentei um sorvete muito bem avaliado, mas uma delícia, ainda mais o sabor de umbu, muito bom. Fui na Gruta Azul, fiz uns raftings e também fui na lagoa azul, só coisa bonita. Também fui lá em um lugar onde haviam uma diversidade de araras e tucanos, ambas são aves extremamente lidas. Tinha também um lago municipal onde o povo jogava isca nos dourados para eles sairem mordendo aqueles que estavam próximos, muito legal lá, gostei paca e o legal que isso foi no primeiro dia, fui de bike lá.
Até foi muito legal nesse parque municipal, quando saía em uma bicicleta de lá ouvi o barulho de aves voando, provavelmente no horizonte, resolvi então olhar e eram duas araras de peito vermelho. O que mais me impressionou foi a naturalidade com que aquelas coisas bonitas apareciam lá e ornava muito com o por do sol, foi muito top! Um outro evento legal foi a descida de algumas cachoeira, acho que era no Rio Formos, também fui de bicicleta e quase atropelado por um condutor prepotente que dava autos cavalos de pau com sua camionetezinha. Mas o legal mesmo foi uma parte, depois das descidas, resolvemos brincar/competir derrubando uns e outros dos barcos infláveis que iam juntos e isso um pouco depois de ter passado por uma sucuri que digeria um animal dentro dela!
Depois desta viagem, quando fiquei solteiro, pensei então em viajar de barco por todo o rio Amazonas. Peguei um ônibus de Londrina para Goiânia, para lá pegar um outro para Belém do Para. Mas no trajeto o ônibus parou em uma blitz onde tinha quase que um caminhão de mudança de um dos passageiros. Mas tinha tempo ainda para chegar em Goiás e pegar o outro ônibus, menos que as 4 horas inicias. Só que esse veículo vem a quebrar antes de chegar e o reparo foi demorado, acabei perdendo o ônibus e voltei para Londrina.
Voltei para Londrina e lá fazer algumas pendências nas minhas defesas, na época advogava. Depois de feito, peguei um ônibus para São Paulo e lá um avião para Lima. Fui para Lima, sem nenhuma surpresa, depois chegando lá fui então para Pucallpa para lá pegar um barco para Iquitos em uns 4 a 5 dias de viagem. Lá fiquei só um dia e no seguinte fui então para Tabatinga/Letícia e iniciar o Rio Amazonas em uma viagem de 5 dias até Manaus. Já era bonito a parte do Peru, mas no Brasil a coisa fica bem melhor, muito bonito o percurso.
Lá os banhos eram com a água do rio mesmo e o bom que o lanche era mais variado, não tinha só frango como no barco do Peru. Até pensei e ir até o fim do trajeto Macapá ou Belém, mas como estavam nos últimos dias de férias, não tive como. Peguei um avião e voltei para Londrina.;
Já em 2019 no primeiro semestre fiz não fiz nenhuma viagem, em agosto desse ano acabei sendo nomeado de um concurso que fiz ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso.
Dessa forma ainda fui até Cuiabá MT para tomar a posse nessa vaga, mas por distração acabei perdendo o prazo, na tentativa de redução das perdas fui então para Chapada dos Guimarães para conhecer esse ponto turístico.
Fui para lá e fiz o básico indo para o Mirante do Morro dos Ventos, belo lugar, pena as nuvens baixas que atrapalhavam o horizonte.
A volta de boas viagens em 2025: Depois de 2019 onde me lasquei pela perda da vaga de trabalho, fiquei por um bom tempo sem uma boa condição para se viajar bem, também a pandemia atrapalhou bastante. Em abril de 2025, muito em cima da hora, fui a procura de um novo destino e pesquisando acabei decidindo pelo norte europeu.
Pensei um pouco em Veneza, depois Estocolmo, Amsterdã, Porto, Lisboa e Nápoles. Pesquisando bem as passagens acabei encontrando uma pela Ethiopian Airlines que estava em um bom preço mas com uma conexão de 28 horas em Adis Abeba, capital da Etiópia. Mas como gosto muito de café e a Etiópia é a sua terra/origem, havia a chance de pagar um visto para ficar um tempo e desfrutar da cidade e dos cafés.
Acabei comprando essa passagem e assim fui para lá, legal que lá consegui entrar em Adis Abeba sem precisar pagar o visto, mas limitando a minha ida penas nessa cidade, fazendo um tour por toda a cidade e experimentando o verdadeiro café. Conversando com o guia vi os nativos indo para os seus respectivos cultos religiosos, ele me passou que quando eles comem a carne, eles têm o costume de comer a carne diretamente, sem necessariamente cozinhar, assar ou fritar, mas isso não é absoluto, no hotel que fiquei, da rede aérea Ethiopian Airlines, e a carne era muito bem preparada.
No outro dia peguei então o outro voo, agora para Roma – IT, saí a noite e cheguei na manhã do dia seguinte, mas lá só fiquei mesmo para pegar um ônibus para Veneza Mestre. Fui pela empresa Itabus e nesse trajeto ia pegando muita gente, dentre elas umas belas italianas e no fim da tarde chegamos lá. Uma grande vantagem era o verão lá, onde a noite só vinha lá pelas 22hs, aproveitei para ir para uma cidade vizinha chamada Caorle, onde vieram parte da família de meu pai, cidade grande pacas onde só dei uma voltinha retornando depois ao a&o Hostel Venezia Mestre.
No outro dia aproveitei e fui para aparte turística de Veneza, onde ficam os barcos e as casas ao meio de águas marítimas. Mas lá, como não tinha muito tempo, porque tinha que pegar um ônibus para voltar para Roma, nada me despertou tanto interesse ao ponto de sair da estação dos trens e dar uma pescoçada fora, na parte extremamente turística da cidade. Acho que lá não fiquei nem duas horas, peguei o trem de volta e próximo a estação já peguei o Itabus para a estação Tiburtina em Roma, lugar muito curioso.
Fiz um voo tranquilo de Roma para Estocolmo na Suécia, lá achei muito curioso porque o diferente era eu, muitos polacos. Deixei o aeroporto pegando um metro Arlanda Express e fui para a cidade mesmo, onde fiquei hospedado no City Lodge Stockholm, onde mais parecia um albergue onde o único turista era eu e oa demais nativos em um albergue mesmo. Até de início pensei em sair, mas a minha grana estava tão contada que qualquer melhora na hospedagem podia comprometer o resto da viagem.
Como era verão lá e estava bem mais ao norte que a Itália, os dias também eram relativamente maiores, aproveitei bem para passear por lá. Minha falta de sorte foi que peguei uns bons dias de chuva onde um passeio de barco pelas ilhas que integram Estocolmo ficaria bem comprometido, ainda mais comendo uma pizza. Mas mesmo assim consegui andar bem pela cidade, comi em restaurantes fast food mesmo e até em um nativo deles, apesar de não ter uma grande diferença, mesmo assim valeu a pena.
Em um sábado acabei indo para uma parte histórica da cidade, haviam as passagens de alguns caças sobre a cidade, lá deveria acontecer algum evento patriótico. Os nativos tocavam alguns instrumentos em grupos distintos e o povo passeando bastante por eles, experimentei lá um sanduíche de calabresa, apesar de simples, muito bom. Fui até uma das bordas da ilha onde estava, tirei algumas fotos e passeei até o por do sol, o que foi muito bom pela beleza das construções e ainda mais dos parques.
No meu último dia em Estocolmo aproveitei para dar uma voltinha, tomar um lanche e chegar com um bom tempo no aeroporto, o que consegui fazer bem, só que o aeroporto parecia outro na volta, muito grande e quase perdi a hora nele. Fiz um bom voo para Amsterdã na Holanda, cheguei bem a noite e com uma boa chuva, mas uma garota holandesa me ajudou muito com as informações para conseguir chegar no hostel Flyingpigbeach. Mas mesmo assim cheguei muito tarde nele, fiquei até com receio de chegar quando a portaria já estava fechada, o que não aconteceu, ainda bem.
Já hospedado e no outro dia aproveitei para dar uma voltinha pela cidade, mas em sua parte turística e histórica como as áreas onde se tem os Coffes e a Red Light District. Foi bacana porque experimentei a maconha achando que fumando uma erva poderia beneficiar em alguma coisa na minha deficiência, tenho o passo em tesoura, mas não me ajudou em nada, da próxima vez vou comprar o bolo e não o cigarro. Depois na procura dos cogumelos, que achei, antes me perdi e cai na rua onde ficam as prostitutas, diferente a situação, mas nada tão relevante.
Depois dessa perdida pelo “centro” de Amsterdã, sem efeito qualquer da maconha que anteriormente tinha experimentado. No trajeto, andando do ponto de ônibus onde fiquei até o meu hostel, duas garotas queria quase que me carregar até o hostel, eram bem novas e bonitas, uma delas parecia até tinha bebido um pouco, meio alegre. Resisti a essa tentativa delas, conversando muito com elas nesse trajeto e no final elas saem fazendo coração para mim, foi até cômico isso.
No hostel acabei vendo que um bom parque onde poderia ver flores entorpecido pelo cogumelo que já tinha comprado, fiquei muito curioso pelo relato de alguns conhecidos sobre essa experiência. Vi que ele não estava em funcionamento e assim teria que ir em um outro parque, o que de certa forma inviabilizaria o meu trajeto de trem. Desisti do parque mas pensei em experimentar esses cogumelos no trajeto do trem de Amsterdã para Bruxelas na Bélgica, o que eu fiz.
Só que assim que compro o bilhete para Amstedam Zuid, me aparece um sujeito e me pergunta o que eu estava fazendo lá, pergunta mais otária essa. Respondi que tinha planos de pegar um trem para Zuid e lá pegar um outro para Bruxelas, e ele me responde que era feriado e apenas os ônibus e os metrôs funcionavam neste dia. Daí começou o perrengue, sob efeito do cogumelo, onde a tela do meu celular parecia mais um holoforte, ia vendo as informações e nelas aparecia que a Zuid ainda estava aberta e assim poderia fazer a viagem internacional.
Com isso fui então para a o Aeroporto de ônibus e lá fazer a conexão com outro para então ir ao Zuid, até uma garota funcionária do Aeroporto, quando estava de saída, viu que eu estava bem perdido de me ajudou. Ela consultou que realmente Zuid estava aberta e com isso fui então para lá, assim que cheguei noto que parecia mais algo abandonado que em funcionamento, Zuid também FECHADA! Com isso então vi que a minha alternativa para ir para Bruxelas seria então via ônibus.
Não tendo um ponto conhecido com a rodoviária, perguntei para um cara na estação de metro, qual seria então um ponto em Amsterdã onde partem todos os ônibus e possivelmente um para Bruxelas, este me indicou Sloterdijk Centrum e lá fui eu. Maravilha, consegui então chegar lá, só que já não haviam passagens para Bruxelas que condicionavam a minha chegada para lá pegar o trem o avião para Porto em Portugal, dessa forma peguei uma passagem então direta de ônibus de Bruxelas para Porto, só que isso só na manhã do dia seguinte.
Como, além de não ter um pacote de dados nessa viagem, não tinha a garantia de achar um hostel para dormir nessa espera e também a lentidão que ando nos grandes trajetos com o uso de transporte público em Amsterdã. Resolvi assim dormir na rua, não foi fácil, mesmo na eminência do verão, ainda estava muito frio, um frio de lascar. Aproveitei e fui nas maquininhas e comprei chocolate pacas, gordura quase que pura, para ver se de certa forma esquentasse o meu corpo.
No outro dia, com a amizade feita com um holandês que de certa forma me passou os dados do ônibus que esperava, chegou a hora do ônibus, mas ele não. Fui então no ponto de atendimento da FlixBus lá e um funcionário quase que me chamando indiretamente de um “idiota perdedor de ônibus” disse que ele tinha chego ao trabalho bem no horário em que viu meu ônibus chegando na hora exata e quase sendo atropelado pelo mesmo. Acho que se eu estivesse no efeito dos cogumelos ou da maconha, certamente daria um murro na cara desse sujeito, que bom que não estava.
Mesmo com essa vontade de bater nele, acabei perguntando se havia alguma forma de recuperar essa embarcação perdida e ele me passou que havia um recurso que se eles tivessem pena de mim poderia ainda ter alguma coisa. Comecei então a digitar um e-mail, ainda sem dados, para depois perguntar para ele qual seria o endereço para mandar, ele disse que não seria por email mas sim pro aplicativo. Fiz então a conexão livre que tinha nesse ponto da FlixBus e comecei a baixar o aplicativo dessa empresa.
Como esse acesso era muito lento, aproveitei então para consultar os emails que não tinha visto anteriormente e dentre eles estavam o da FlixBus comunicando o atraso do ônibus e a alternativa de troca de embarcações, o que fiz. Só que não compensava ir para Porto pelo fato de que ia ficar lá por um curto intervalo de tempo para passear um pouco, experimentar a francesinha de lá e visitar um primo em Braga, decidi então trocar a ida para Lisboa em em um outro ponto de saída.
Nesse novo ponto, próximo ao estádio de futebol do Ajax, já fui logo pela manhã e estudo bem o ponto de saída deste novo ônibus. Antes tomei um puta café na Starbucks, comi um docinho lá também e vi umas lindas holandesas. Depois então fui ver o novo ponto de saída e uma outra holandesa acabou me ajudando, uma senhora que foi muito solista e simpática comigo, até um ponto ela voltou com a tela de seu smartphone para me indicar o ponto exato da saída deste ônibus. Fiquei tão bem informado que até repassei estas informações para outros turistas meio perdidos.
Chegou a noite e também chegou o meu ônibus para uma viajem bem longa para Lisboa, passando antes por Antuérpia na Bélgica, por Paris na França e uma passadinha em Madri. Já na Antuérpia fiquei impressionado com a sua história e beleza da cidade, mesmo isso durante a madrugada, parecia muito bela e curiosa. Lá fiquei umas quatro hora, com muito frio, aguardando o próximo transporte, que depois de um tempo chegou e assim fui para Paris. Já nesta cidade francesa até me passou pela cabeça de ir ver a Torre Eiffel, o que acabei desistindo pelo curto tempo que tinha lá.
Na rodoviária de Paris, bateu uma vontade forte de fazer o número 1, não tinha nenhum banheiro público, sejam eles gratuitos ou pagos, tive que fazer na rua mesmo, que vergonha. Imagina se fosse o número 2, sorte que o meu intestino é bem preso.
Depois disso, aliviado, pequei o ônibus para então ir para Lisboa, mas antes com uma passadinha em Madri, mas nada de descer do veículo. Como já tinha ido para Lisboa, há um bom tempo atrás, não me impressionou tanto, mas mesmo assim gostei muito de ter passado por lá, pena que sem tempo de ver se conseguia achar uma amiga que tinha feito por lá. Como o transporte do ponto onde o FlixBus chegou era de fácil locomoção até o aeroporto aproveitei isso e não perdi tempo nessa ida.
Houve um atraso na saída do avião de de Lisboa para Roma, mas nada ao ponto de comprometer a minha chegada para que no destino pegasse um novo Itabus, mas agora para Nápoles. Chegando lá foi muito legal ver a identidade que parte de minha criação e cultura teve influência italiana, desde a parte do entretenimento, vi um cartaz do “Topo Gigio”, como a cultural no comportamento deles no trânsito e também dos alimentos, que maravilha de pizzas.
Lá fiquei hospedado no La Controra Hostel Naples, um ótimo lugar e em um lugar muito bonito desta cidade. Aproveitei para lá experimentar a macarronada sabor “putanesca”, uma das funcionárias do hostel me indicou uma casa de massa na Corso Vittorio Emanuele 514. Acabei não achando essa casa de massas Toto Eduardo e dessa forma, vendo diversos italianos com uma caixinha de pizza com a cores da bandeira argentina, resolvi então pegar uma pizza lá, que delicia.
Lá em Nápoles é muito interessante o quanto admiram o Maradona, acho que tanto quanto nós aqui no Brasil admiramos o Pelé, todos os lugares tem alguma referência dele. Lá, bem na chegada peguei um monte de cereja, em um sacolão, para comer na rua mesmo, foi muito bom e até me remeteu quando vivi alguns meses em Lisboa, foi muito bom.
Já de saída, na procura de um bom tiramisù, fui então, conforme me indicaram para e estação de metrô chamada Toledo, mas a estação é tão linda, com um iluminação que remete algo de paraíso, na escada rolante parecia que tinha morrido e estava indo ao céu. Valeu muito a pena esta ida, mesmo não ter achado o tal tiramisù, o passeio foi demais, comprei uns bons chocolates italianos e quase um limoncello para o meu tio.
MCFDP6: é uma ideia que tive de algo que tem a condição de chegar muito perto do moto-contínuo, mesmo que se realmente tivesse a capacidade produção de sua própria energia, sem perdas, não seria pela interferência da gravidade. Em síntese: na base onde vão estar as placas de platina, haverá nela uma indução de corrente elétrica para provocar a hidrólise na solução de água existente, assim não vai mais se ter uma pequena parte de água e sim bolhas de oxigênio e hidrogênio, que uma parte vai subir e uma outra parte vai ser absorvida pela água. As bolhas que não forem absorvidas deverão então subir e assim ficar retidas em cada uma das pás côncavas das rodas da água dispostas de ponta cabeça. Quando houver um certo volume, em cada uma das pás, resultará na rotação desta roda, pelo fato de ter alguns ímãs em sua estrutura, ao passarem estes no arco de plástico e cobre, haverá a produção de energia elétrica. Essa energia elétrica produzida será em cada uma das rodas da água e serão ligadas em série à base onde terão as placas de platina para a continuidade de hidrólise e também ao faiscador acima para que uma hora ou outra gere a faísca queimando os dois gases e retornando a água.
Essa ideia consiste em uma base onde serão dispostas placas de platina em série aos pares dispostas em paralelo. Acima da base terá logo uma roda da água, fixada como um duto plástico onde essa roda da água estará disposta de cabeça para baixo e com alguns ímãs dispostos isometricamente, assim como o funil que ficará acima desta roda da água. Na borda deste duto, terão então pequenos arcos com filamento de cobre, possivelmente. Assim acima da base terão dispostos vários módulos, estes serão as tais séries de pares (roda da água + arcos de plástico e cobre + funil), todos eles envoltos em plástico como se fossem dutos, no último deles, o mais alto, terá também um faiscador disposto em um cano plástico onde certamente será ativado por um sistema de boia que quando chegar em um certo ponto, fechará o circuito para a ativação pontual do faiscador.
Porque tudo isso? Tendo a base mais uma série de módulos — 10 pode ser uma boa quantia para ver a possibilidade de chegar meio que perto do moto-contínuo. Isso porque um ou dois ou três módulos seriam mais interessantes para se fazer um aquário e usando o vidro ao invés do plástico com uns peixes ornamentais. Mas também fazer com uns 127 módulos, não vou ter dinheiro, material e nem conhecimento para montar tal dispositivo. Dispostos essa base com os dez módulos acima e ao fim, o tal faiscador, depositar água em todo o seu interior que ficará retido nesse interior em uma alta concentração de KOH (hidróxido de potássio). Esse fator do KOH é para facilitar a hidrólise e em um certo nível dificultar a diluição dos gases na água, ao mesmo tempo que pode implicar uma condição muito boa para oxidação dos metais existentes nessa ideia. Para reter essa oxidação existe a possibilidade de passar uma camada de epóxi sobre tais metais aqui existentes, como um esmalte. De início vai ser uma fonte externa que alimentará de eletricidade esse experimento, até um ponto em que todas as rodas da água esteja girando e com o faiscador funcionando momentaneamente. A diferença da potência da fonte e do que for gerado pelas rodas da água, vai ser positiva ou negativa? Positiva, é maravilha essa bagaça do moto-contínuo inexiste mesmo; do contrário deve ter alguma coisa errada que não tá dando certo no sistema.
Onde estou? Até hoje só comprei os ímãs, ainda faltam as plaquinhas de platina, desenvolver bem esse sistema do faiscador para não se ter uma bomba de hidrogênio, elaborar a base e os módulos para uma futura impressão em 3D. Deve aparecer aqui ainda algumas outras pendências, mas conforme for executo-as!
BIO-HIDRO-STIRLING: Já tive essa ideia há um bom tempo atrás e não sei se ela teria alguma aplicabilidade válida hoje, às vezes nem lá no passado tinha. Mas ela consiste num biodigestor onde em um pistão será retida a matéria orgânica, com um filtro onde a água existente nessa matéria irá aos fundos por meio de um filtro e lá juntamente com uma certa concentração de sal ou KOH será feita a hidrólise dessa água. Os gases resultantes dessa hidrólise e gerado no material decomposto, será então canalizados e direcionados para uma posterior queima que gerará água mais dióxido ou monóxido de hidrogênio e muito calor, este calor será direcionado então para um motor stirling que certamente vai trabalhar com esse calor. Assim passará então a gerar energia, o que será direcionado ao biodigestor assim como mais água para hidratar a matéria orgânica existente, facilitando a hidrólise ou permitindo a inclusão de mais matérias orgânicas, como se fosse uma força produtora de energia e matéria decomposta para uma horta.
DUTO DE OXIGÊNIO E HIDROGÊNIO: é uma ideia que antecedeu a MCFDP6, pode até ter alguma validade prática. Isso porque consiste em um depósito de água onde acima dele terá uma grande roda da água, normalzinha, nada de ponta cabeça. Dentro deste depósito de água terá agora um recipiente com altíssima concentração de sal ou KOH e aqui a água só entra, quando sai alguma coisa é em gás de hidrogênio e oxigênio. Como serão estes dois gases que derivarão da corrente elétrica que será posta no interior deste recipiente, por não serem sólidos e nem líquidos, vão ocupar os dutos até a parte superior da roda da água e em um sistema de bolhas, emergirão no faiscador. Assim que o faiscador funcionar se terá mais água no recipiente, o que vai fazer ele transbordar e esse transbordamento direcionado para as paletas côncavas da roda da água. Tendo um certo volume de água a roda então vai girar e como haverá uma engrenagem desta roda em um dínamo, será então produzida a tal energia elétrica.
IOIÔ-DINAMO POWER-BANK: vai ser um ioiô normal mas em sua parte interna existirão discos com ímãs em sua borda que ao serem arremessados provocará a rotação destes discos e a geração de alguma energia elétrica. Pretendo no centro destes discos deixar lá uma pilha recarregável que acumulará energia nos diversos e consecutivos arremessos deste brinquedo ao ponto que possam servir como um power-bank e alimentar o smartphone ou algum eletrônico em um curto intervalo de tempo.
GERADORES DE PULSO ELETROMAGNÉTICO: devo aqui gerar uns seis pequenos geradores de pulso eletromagnético e dispor eles de forma triangular e afastados um do outro. Penso em induzir uma corrente elétrica neles, variando a frequência, a voltagem e a amperagem para ver se há alguma dobra que permita ao menos a passagem da luz quando estes tiverem dispostos de uma forma oblíqua, mas com uma certa sintonia nos pulsos eletromagnéticos gerados.
PROCESSADOR PELO MEIO ÓTICO: há algumas praias no Brasil em que sua areia emitem uma pequena quantia de radiação e isso pode permitir uma maior velocidade no fluxo da luz. Quero ver se isso pode implicar em algum benefício na tentativa de circular uma minúscula informação por esse meio, algum processamento, nem que seja uma calculadora ótica! Aqui foi mais uma ideia de jerico do que realmente algo que eu possa ter algum orgulho, acho que faxinando minha casa certamente vou ter mais. Isso foi um reflexo na minha juventude quando confundi césio com lítio e achei que seria fácil adquirir esse material para fazer essa ideia, a areia tá bem longe do césio, quanto a radiação, mas quero ver se ainda assim pode implicar alguma diferença. Um dia pretendo visitar BH e de lá vou aproveitar e pegar o trem para Vitória ES, lá tem essa areia que quero testar.
HIDROPOLED: a ideia aqui consiste no cultivo de hidropônicos com o auxílio de uma luz LED normal, nada dessas lâmpadas de "Full Spectrum", de início será a convencional mesmo, com o sol pelo dia. Quero ver o quanto posso ganhar em dias para o cultivo de rúcula e alface. Não sendo significativo, quero ver então se estas "Full Spectrum" pela noite pode trazer alguma colaboração. Trazendo quero então cultivar o tomate cereja e depois diversificar isso para legumes, condicionando até a sua desidratação.